MEMÓRIAS DE FLORBELA
Blancaluna
Capítulo I
Eluna-adore!
Florbela é como sou chamada. Sou Kaldorei.
Tenho milhares de histórias para contar nessas centenas de anos em que caminho sobre estas terras chamadas Azeroth. Mas existe uma delas que teve seu início em outro mundo. Um lugar distante e esquecido chamado Terralém.
Eu estava em uma missão a pedido de Shan'do Malfurion e um des meus objetivos era descobrir se havia vida e prosperidade naquele local ermo.
Ao atravessar o Grande Portal pela primeira vez e ver a aridez daquelas terras, fiquei um pouco sem esperanças. Mas depois de muitas andanças, eis que encontrei um território vívido e verdejante, a que os habitantes chamavam de "Nagrand".
Foi então, que sobrevoando os limites do território para verificar sua extensão, me deparei com uma estranha construção, com acesso restritíssimo, por entre as montanhas.
Desci para averiguar bem de perto e me deparo com três dorei: um humano, um izsera e uma sin'dorei. Estavam correndo e brincando e quando me viram, correram para dentro da construção muito simples, em estilo trólico. Em frente ao cercado, havia uma placa que dizia: "Abrigo infantil da Challe". De dentro da construção, emergiu uma trolesa me dizendo: - Ssshhhh!!! Silêncio, vai acordar as crianças!!
- Suponho que você seja a Challe...
- Sim, sou eu mana. Recolho estes desvalidos e lhes dou condições de vida até que possam se virar!
- Certo... muito nobre de sua parte, mas eu poderia verificar?
- Claro, entra aí, sem fazer barulho!
Dentro da construção, além dos três dorei maiores, haviam seis berços com seis dorei menores de raças variadas. Dois irmãos de Hamuul, dois trolls, um izsera e um kal'dorei. Meu coração gelou dentro do peito.
Apesar de parecerem bem alimentados, eu não conhecia as intenções daquela trolesa. Eu precisava levar aquele kal'dorei comigo.
Obviamente tive que pagar a Challe para levar a pequena kal'dorei. Challe alegou que era para comprar mantimentos para alimentar os demais e eu deixei os suprimentos que tinha e mais um punhado de peças de ouro. De qualquer forma, avisaria os responsáveis de outras raças sobre o meu "achado" peculiar.
A pequena kal'dorei sorriu ao vir para o meu colo. Ela era tão pequena e rosada. Seus olhos eram muito brilhantes e seus cabelos eram tão brancos, alvos como a neve e claros como a lua.
Foi então que a nomeei Blancaluna.


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